Lula diz no RN que manterá relação com MDB

Ex-presidente Lula – Foto: Reprodução Em visita ao Rio Grande do Norte, nesta terça-feira 24, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem um encontro marcado com o ex-senador Garibaldi Alves (MDB) e seu filho, o deputado Walter Alves, que comandam o MDB no estado. Esta é mais uma conversa política de Lula com figuras de fora do leque da esquerda e, principalmente, com o MDB, partido do ex-presidente Michel Temer, e que deflarou o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. O objetivo do encontro é juntar forças contrárias ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no campo nacional e reforçar o possível apoio dos emedebistas à governadora Fátima Bezerra (PT), que tentará a reeleição. “Se o MDB estiver disposto a fazer uma composição com a companheira Fátima aqui, eu acho que MDB está fazendo uma opção de apoiar aquela que certamente vai ser uma governadora que vai marcar a história deste estado”, disse Lula. Apesar de ter sido ministro do governo de Dilma Rousseff, Garibaldi Alves foi um dos senadores que votou pelo impeachment da ex-presidente. Além disso, o presidente do MDB, Baleia Rossi, vem trabalhando no plano nacional para a formação de uma candidatura que se contraponha à chamada polarização entre Lula e Bolsonaro. Dilma tem se mantido afastada da pré-campanha petista, enquanto Lula tem realizado conversas com forças políticas antagônicas do PT e com partidos que estiveram no centro do processo que culminou com sua saída do poder. Nesta semana, no Ceará, Lula encontrou com Tasso Jereissati (PSDB), Eunício Oliveira (MDB) e com o senador Cid Gomes (PDT). O ex-presidente, que deve ser o candidato petista ao Planalto, explicou que as conversas que vem mantendo, não representam “casamento” e sim uma “convivência dentro do limite que a liberdade política” exige. “A política é a arte da convivência democrática na diversidade. Quando você está estabelecendo uma relação política com uma pessoa não está propondo casamento a essa pessoa. Vocês está propondo uma uma convivência dentro do limite que a liberdade política e a democracia exigem que a gente tenha”.

Fonte:  Agora RN

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