RN: extrema pobreza cresce 29%.  Problemas Estruturais potencializam pobreza e a Expectativa é ruim

BOLSA FAMÍLIA  – Com uma renda mensal de R$ 220, oriunda do Bolsa Família, a catadora de recicláveis Keliane de Lima, de 28 anos, sequer sabe se terá comida para oferecer aos quatro filhos, com idades entre oito e 12 anos, no dia seguinte. Junto ao marido, também catador, e as crianças, há cinco anos ela vive em um barraco de dois vãos com paredes, piso e teto improvisados na ocupação Eleny Ferreira, no conjunto Parque dos Coqueiros, Zona Norte de Natal, onde moram outras 60 famílias. Com a geladeira e o armário vazios, ela depende de doações para sobreviver em meio a fome.

Problemas estruturais potencializam pobreza

Do ponto de vista da falta de oportunidades, que acaba jogando potiguares para a informalidade, o economista Cláudio Barbosa destaca que o Rio Grande do Norte ainda não possui capacidade de absorver a mão de obra do estado devido a problemas estruturais.

Expectativa ruim

Na análise do economista Robespierre do O’, a tendência é que a pobreza não apresente recuo em 2022. “A tendência da pobreza é aumentar. O país vai ter um crescimento este ano de 5% e o mercado está prevendo para o ano que vem um crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] de 1% a 1,6%. Isso já mostra que a gente praticamente não vai ter crescimento. Além disso temos as escolas fechadas ou em uma reabertura tímida. Soma-se a isso uma instabilidade política no país, que acaba influenciando a parte econômica. As declarações recentes do presidente contra o STF acabam criando ainda mais incertezas. A gente fica preocupado”, opina.

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